Friday, 7 May 2010
Kierkegaard, O Conceito de Ironia Constantemente Referido A Sócrates
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O Conceito de Ironia Constantemente Referido A Sócrates
por S.A. Kierkegaard
Mas as coisas são assim: se uma pessoa
cair numa piscina pequena ou no mar
imenso, não deixa de nadar, de
qualquer maneira.– Absolutamente. –
Portanto, também nós temos de nadar e
de tentar salvar-nos nessa discussão, ou
na esperança de que um golfinho nos
leve, ou de qualquer outra salvação
difícil de conseguir!
República, L. V § 453 d
Capítulos
I. A semelhança entre Cristo e Sócrates está posta precipuamente em
sua dissemelhança.
II. O Sócrates de Xenofontes contenta-se com inculcar a utilidade, jamais
abandona a empiria e nunca atinge a idéia.
III. Se se instituir uma comparação entre Xenofonte e Platão, perceberse-
á que o primeiro o rebaixou demasiadamente e o segundo o
elevou demasiadamente; nenhum deles o encontrou verdadeiramente.
IV. A forma da interrogação utilizada por Platão corresponde ao negativo
em Hegel.
V. A Apologia de Sócrates como é exposta por Platão ou é espúria ou
deve ser explicada totalmente pela ironia.
VI. Sócrates não somente usou da ironia, mas dedicou-se de tal maneira
à ironia que acabou sucumbindo a ela.
VII. Aristófanes chegou perto da verdade ao descrever Sócrates.
VIII. A ironia, enquanto infinita e absoluta negatividade, é a indicação
mais leve e mais exígua da subjetividade.
IX. Sócrates arrancou todos os seus contemporâneos da substancialidade
como se estivessem nus após um naufrágio, ele subverteu a realidade,
avistou a idealidade à distância, mas não a dominou.
X. Sócrates foi o primeiro a introduzir a ironia.
XI. As manifestações mais recentes da ironia devem ser referidas ao ético.
XII. Hegel, em sua descrição da ironia, atendeu mais às formas recentes
do que à antiga.
XIII. A ironia não é, propriamente, desprovida de toda sensibilidade ou
dos movimentos mais ternos do ânimo, mas é antes uma amargura
por um outro gozar daquilo que ela cobiça para si mesma.
XIV. Solger adotou o acosmismo não movido por ânimo piedoso, mas
seduzido pela inveja intelectual, por não conseguir pensar o negativo
e, pensando-o, subjugá-lo.
XV. Como toda filosofia inicia pela dúvida, assim também inicia pela
ironia toda vida que se chamará digna do homem.
Wednesday, 27 May 2009
O Homem Pós-moderno
O homem pós-moderno é um perfeito animal amestrado. No trabalho adorna os orifícios vergonhosos do chefe, em casa envergonha sua esposa adornando os orifícios dos cúmplices amestrados. Uma família vai a ruína quando seu homem dominante confunde seu dever pessoal com um dever universal. A besta amestrada passa então a passear com os amigos e deixar seus filhos serem educados pela televisão. No trabalho um idiota; em casa um capacho dos amigos vizinhos; na família, uma deformação social; isso é o homem pós-moderno.
A incapacidade de comunicar-se, ainda o eleva à condição de perfeito animal de rebanho. Haveria outra criatura incapas de conter os instintos sexuais? Não, o homem é incapas de conter-se sexualmente, precisa que uma mulher esteja no controle...
Homens idiotas, estúpidos ignorantes, não reconhecem a linguagem feminina. No mundo pós-moderno o homem é uma massa de modelar que se inclina para onde a televisão quer, onde a religião quer, e onde um belo par de seios quer. O homem pós-moderno é tudo o que é manipulável e inconstante, não sabe se quer comunicar-se com desenvoltura.
O homem antigo aspirava ao poder, inclinação absoluta ao seu desejo, e uma guerra natural contra tudo o que se impedisse seu caminho rumo ao poder. Atualmente, o homem considera a paz como um presente divino, e o amor como cabal argumento contra qualquer aspiração ao poder - o homem pós-moderno ama a submição? Ou talvez a covardia, convencida pelo romance a adornar-se tenha assumido a forma de amor pela paz? Medo da dor, quem sabe? Talvez apenas mais uma maneira do homem pós-moderno expressar sua idiossincrasia axiológica, talvez apenas um ser decadente que se esconde atrás da aspiração ao amor e paz.
A incapacidade de comunicar-se, ainda o eleva à condição de perfeito animal de rebanho. Haveria outra criatura incapas de conter os instintos sexuais? Não, o homem é incapas de conter-se sexualmente, precisa que uma mulher esteja no controle...
Homens idiotas, estúpidos ignorantes, não reconhecem a linguagem feminina. No mundo pós-moderno o homem é uma massa de modelar que se inclina para onde a televisão quer, onde a religião quer, e onde um belo par de seios quer. O homem pós-moderno é tudo o que é manipulável e inconstante, não sabe se quer comunicar-se com desenvoltura.
O homem antigo aspirava ao poder, inclinação absoluta ao seu desejo, e uma guerra natural contra tudo o que se impedisse seu caminho rumo ao poder. Atualmente, o homem considera a paz como um presente divino, e o amor como cabal argumento contra qualquer aspiração ao poder - o homem pós-moderno ama a submição? Ou talvez a covardia, convencida pelo romance a adornar-se tenha assumido a forma de amor pela paz? Medo da dor, quem sabe? Talvez apenas mais uma maneira do homem pós-moderno expressar sua idiossincrasia axiológica, talvez apenas um ser decadente que se esconde atrás da aspiração ao amor e paz.
Wednesday, 29 April 2009
Sunday, 19 April 2009
XCIV Ad Mentulam
MENTULA moechatur. Moechatur mentula? Certe.
Hoc est quod dicunt: ipsa olera olla legit.
Hoc est quod dicunt: ipsa olera olla legit.
XCV Ad Gaium Helvium Cinnam
ZMYRNA mei Cinnae nonam post denique messem
quam coepta est nonamque edita post hiemem,
milia cum interea quingenta Hortensius uno
* * * * * * * *
Zmyrna cavas Satrachi penitus mittetur ad undas,
Zmyrnam cana diu saecula pervolvent.
at Volusi annales Paduam morientur ad ipsam
et laxas scombris saepe dabunt tunicas.
quam coepta est nonamque edita post hiemem,
milia cum interea quingenta Hortensius uno
* * * * * * * *
Zmyrna cavas Satrachi penitus mittetur ad undas,
Zmyrnam cana diu saecula pervolvent.
at Volusi annales Paduam morientur ad ipsam
et laxas scombris saepe dabunt tunicas.
XCVI Ad Gaium Licinium Calvum
SI quicquam mutis gratum acceptumque sepulcris
accidere a nostro, Calve, dolore potest,
quo desiderio veteres renovamus amores
atque olim missas flemus amicitias,
certe non tanto mors immatura dolori est
Quintiliae, quantum gaudet amore tuo.
accidere a nostro, Calve, dolore potest,
quo desiderio veteres renovamus amores
atque olim missas flemus amicitias,
certe non tanto mors immatura dolori est
Quintiliae, quantum gaudet amore tuo.
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